» Introdução
As linhas de Torres formam um conjunto de 152 fortificações mandado edificar durante a Guerra Peninsular pelo General inglês Wellington comandante das forças aliadas em Portugal. Estes fortes tinham como principal objectivo a defesa de Lisboa, face a uma nova invasão do exército francês.
Estendendo-se desde o rio Tejo até ao Mar, este conjunto arquitectónico militar reforçava os obstáculos naturais do terreno, controlando todas as passagens – nomeadamente a que de Coimbra leva até Lisboa – ao mesmo tempo que permitia a comunicação com o mar, salvaguardando uma possível retirada das tropas inglesas, em caso de derrota.
A estratégia tecida pelo duque de Wellington e que levou à construção das linhas de Torres em inícios de Novembro de 1809, resultou na derrota francesa, marcando o final das guerras napoleónicas.
Dada a referida importância face ao contexto histórico e ao facto de se situarem numa zona de cumeada, as áreas dos fortes apresentam um elevado valor patrimonial e paisagístico que importa recuperar, manter e valorizar.
É neste sentido que se enquadram as acções de beneficiação realizadas pela FLOREST, de forma a continuar a reabilitação dos fortes.
